O Roubo da Sacristia

A relíquia sumiu. O sacristão está morto. As pegadas levam à mansão do prefeito.

por Critical20

⚔️Ilustração em produção
Nível: 2Dificuldade: medio

Publicado em

Ações Exige PRO

Contexto narrativo

A Capela de São Tárgilo, em Vilarejo da Pedra, guarda há 300 anos um cálice de prata sagrado. O cálice foi roubado na noite passada. O sacristão, irmão Olen, está morto, com a cabeça quebrada por um castiçal. O prefeito Roan Vorenco sabe quem foi — ele mandou — e tem dois capangas armados na mansão. A guarda local responde a ele.

Configuração

Nível recomendado: 2Grupo: 3-5 personagensDuração: 1 sessão longa (~4h)Dificuldade: medio
Missão

Recuperar o cálice de São Tárgilo, descobrir quem matou o irmão Olen e levar o culpado à justiça — sem virar inimigo da vila inteira.

Como começar

Os PJs estão na taverna de Vilarejo da Pedra quando o padre Aldemar, irmão mais velho do morto, chega correndo, ainda de batina de dormir. 'O Olen está morto. O cálice sumiu. A guarda chegou e foi embora dizendo que vão investigar amanhã. Não vão investigar nada. Eu pago 50 po a cada um se vocês descobrirem antes que enterrem meu irmão.'

NPCs envolvidos

Padre Aldemar

Patrono

Sacerdote de 55 anos, magro, olhos vermelhos de chorar. Veste batina simples. Trêmulo, mas determinado.

Motivação: Quer justiça pelo irmão e o cálice de volta. Suspeita do prefeito mas não tem provas. Vai colaborar com os PJs até o fim.

Prefeito Roan Vorenco

Antagonista (chefe)

Homem de 50 anos, gordo, careca, anéis de ouro nos dedos. Veste casaco púrpura caro. Sorriso sempre, voz macia. Sabe manipular palavras.

Motivação: Vendeu o cálice a um colecionador da cidade grande por 800 po. Mandou seus capangas roubarem, mas o irmão Olen acordou no meio e foi morto sem premeditação. Quer encerrar o caso antes que descubram a venda.

Veja a história completa de Prefeito Roan Vorenco

Borek e Tion, capangas

Antagonistas (executores)

Borek: alto, careca, cicatriz no pescoço. Tion: baixo, gordo, sempre com sorriso. Ambos ex-guarda-cidade demitidos. Andam armados na cidade sem ninguém questionar.

Motivação: Lealdade comprada do prefeito (50 po por mês). Borek mata sem dó. Tion prefere intimidar.

Sargento Holvis

Antagonista secundário (corrupto)

Comandante da guarda local, 45 anos, uniforme limpo, fala curta. Cunhado do prefeito.

Motivação: Quer aposentadoria sem problemas em 3 anos. Vai 'investigar' o caso devagar até que a vila esqueça. Não vai se opor diretamente aos PJs, mas atrasa tudo.

Roteiro — ordem de eventos

  1. 1

    Fase 1 — Cena do crime

    Padre Aldemar leva os PJs até a sacristia. Cenário: • Corpo do irmão Olen no chão (golpe na têmpora com castiçal de bronze, deixado ao lado) • Armário de relíquias arrombado (fechadura forçada por fora — Investigação CD 12) • Pegadas de duas pessoas, com botas de couro caro (não de camponês), Investigação CD 14 • Marca de sangue arrastada da sacristia até a porta de fundos • Carta amassada no bolso de Olen: bilhete que diz 'sei que ele te ofereceu — não aceite' (mensagem antiga do padre Aldemar) Intuição CD 13 com Aldemar: ele confirma que SABIA que Roan tinha tentado comprar o cálice. Olen recusou.

    Leia em voz alta
    A sacristia cheira a vela queimada e sangue. O irmão Olen jaz de bruços, batina puxada de lado, mão direita esticada como se pegasse algo. O armário onde guardavam o cálice está aberto — vazio. Aldemar fica na porta, segurando a moldura, sem entrar.

    XP estimado: 0

  2. 2

    Fase 2 — A trilha das botas

    As pegadas saem pela porta de fundos, atravessam o jardim da capela, descem para a rua de pedra. Investigação na rua (CD 13) localiza testemunha: um padeiro madrugador (Beto, 30 anos, simpático) que viu "dois homens carregando algo pesado, indo pra mansão do prefeito" por volta das 4h da manhã. Beto coopera se tratado com respeito. Pode confirmar Borek e Tion (descrições). Opcional: visita à guarda. Sargento Holvis recebe os PJs com paciência fingida e nega que tenha informação. Intuição CD 14: ele sabe e está protegendo.

    Leia em voz alta
    Beto interrompe o trabalho de massa. Limpa as mãos no avental. 'Vi sim. Borek e Tion. Carregavam saco. Foram pra cima — pra mansão. Eu não dou queixa, hein? Mas se vocês perguntarem, eu vi.'

    XP estimado: 0

  3. 3

    Fase 3 — Infiltração na mansão

    A mansão do prefeito tem 2 andares, 8 cômodos. Vigias: Borek na entrada principal (turno noturno), Tion no jardim, prefeito no quarto. Cofre no escritório (CD 16 abrir fechadura, ou chave no bolso do prefeito). Opções: • Invasão direta (combate vs Borek + Tion + prefeito) • Infiltração noturna (Furtividade CD 13 em grupo) • Pretexto social: visita marcada para pedir audiência (Persuasão CD 14 — prefeito recebe, PJs podem investigar acompanhados) • Distração: incendiar algo na vila pra tirar Borek/Tion da mansão Dentro do escritório: • Recibo da venda (assinado, 800 po, comprador 'Senhor Vellan' na cidade-grande) • Cálice NÃO está mais lá (já foi entregue) • Diário do prefeito com confissões úteis para tribunal • 200 po em caixa pequena Se descobertos: combate ou diálogo de chantagem.

    Leia em voz alta
    A mansão fica na ponta alta da vila. Janelas de vidro caro. Borek está sentado no degrau de entrada, mascando algo, olho atento. Tion ronda o jardim com lanterna. A casa toda é silêncio — só o piano no andar de cima, alguém tocando devagar.

    Criaturas envolvidas

    XP estimado: 700

  4. 4

    Fase 4 — Justiça

    Posse das provas (recibo + diário). Opções de fechamento: • Apresentar publicamente à vila no meio da praça (Persuasão CD 14 — vila se vira contra o prefeito, Holvis muda de lado) • Levar à cidade grande (juiz superior do condado, 2 dias de viagem — caminho mais seguro mas demorado) • Chantagear o prefeito: trocar provas por cálice + 200 po + cargo dele público (RP pesado, mas plausível) • Justiça pessoal: matar o prefeito (vila NÃO aprova, gera reputação criminal) O cálice precisa ser recuperado do colecionador em outra cidade — gancho de continuação.

    Leia em voz alta
    Na praça central, gente começa a se juntar — boato espalhou. Aldemar segura uma vela pequena, mãos trêmulas, esperando vocês decidirem o que vão dizer. À direita da praça, Holvis observa com o uniforme entreaberto. À esquerda, o prefeito olha pela janela do segundo andar.

    XP estimado: 0

Ideias e variações

Twists e alternativas para reaproveitar este encontro em diferentes mesas.

  • O prefeito é amante secreto da padre Aldemar — relação antiga e dolorosa. A descoberta abala Aldemar e cria conflito moral: ele quer justiça mas também silêncio.
  • Olen NÃO morreu pelo cálice — ele tinha descoberto um esquema maior do prefeito (escravidão de devedores, 8 vítimas). O cálice foi pretexto. PJs descobrem isso pelo diário.
  • Borek se rende durante o combate e oferece informação contra o prefeito. Vira testemunha — Tion tenta matá-lo durante a noite na cadeia.
  • O colecionador da cidade grande NÃO é vilão — comprou de boa-fé, devolve o cálice se PJs apresentarem prova do roubo. Gancho de viagem cooperativa.
  • A vila não acredita nos PJs (forasteiros) e prefere defender o prefeito. PJs precisam construir aliados aos poucos (Padeiro Beto, Aldemar, vizinhos do prefeito que sabem da corrupção).

Recompensas

  • 50 po por personagem (paga do padre Aldemar)
  • 200 po em caixa do prefeito (se invadirem)
  • Cálice de São Tárgilo (recuperado posteriormente em arco continuação)
  • Recibo + diário (provas que valem 500 po em tribunal)
  • Cargo de "investigador honorário" da capela (gancho para próximos casos)
  • Padre Aldemar como NPC aliado permanente em Vilarejo da Pedra

Notas do mestre

Encontro investigativo em três camadas: cena, perseguição, confronto. Permita que os PJs falhem em pistas — não há rolagem obrigatória. Mantenha o prefeito calmo e simpático até o último momento; ele é um vilão social, não físico. Borek e Tion são fracos demais sozinhos, mas em conjunto com o prefeito num combate fechado dão trabalho. Se PJs querem fazer justiça pessoal (matar o prefeito), deixe — mas mostre as consequências (Holvis vira inimigo, vila se divide). O cálice em outra cidade é o gancho de continuidade.

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