O Tribunal dos Deuses Esquecidos

Vocês fizeram algo. Algo grande. Algo que deuses mortos lembraram.

por Critical20

⚔️Ilustração em produção
Nível: 17Dificuldade: mortal

Publicado em

Ações Exige PRO

Contexto narrativo

Existe entre os planos o Tribunal dos Esquecidos: panteão de 7 divindades menores que foram esquecidas por mortais ao longo das eras. Sem seguidores, sem poder direto, eles se tornaram juízes — analisam atos mortais que escapam do escopo dos deuses maiores. Em algum ponto da campanha, os PJs cometeram (ou serão atribuídos) um ato que perturbou esse panteão. Agora respondem.

Configuração

Nível recomendado: 17Grupo: 4-6 personagensDuração: 1 sessão climática (~5-6h)Dificuldade: mortal
Missão

Sobreviver ao Tribunal dos Deuses Esquecidos: provar inocência, justiça ou redenção pelo ato em questão, ou enfrentar consequências divinas (combate contra septos ou maldição planar).

Como começar

Os PJs estão repousando após missão recente. À meia-noite, todos acordam ao mesmo tempo. Estão em um espaço astral — plataforma de mármore branco flutuando no vazio estrelado. À frente, sete tronos vazios em semicírculo. Cada um marcado com símbolo de divindade desconhecida. Atrás, eles veem corredores de eras passadas — outros mortais já em julgamento, formas borradas. Uma voz sem corpo: 'Vocês estão citados. Defendam-se.'

NPCs envolvidos

Eldath, A Senhora do Choro Quieto

Juíza (presidente)

Manifestação: figura feminina translúcida em primeiro trono, vestido cinzento, olhos sem pupilas. Voz baixa que ecoa.

Motivação: Justiça. Foi divindade da compaixão para o esquecido. Inclina-se a piedade se PJs mostram remorso real.

Korvus, O Caçador Sem Nome

Juiz (acusador)

Figura masculina manifestada com chifres pequenos, manto preto, lança de pedra. Sentado em segundo trono.

Motivação: Foi divindade da vingança. Quer punir. Inflexível.

Mara das Ondas Mortas

Juíza (testemunha)

Figura aquática, manto verde-musgo, voz baixa molhada. Terceiro trono.

Motivação: Testemunhou o ato dos PJs (sabe os detalhes). Pode falar a favor ou contra dependendo de RP.

Os Outros Quatro

Juízes silenciosos

4 divindades menores nos demais tronos. Apenas observam. Votam com toques no chão (1 toque = inocente, 2 = culpado, 3 = redenção).

Motivação: Justiça em conjunto. Equilíbrio entre Eldath e Korvus.

Roteiro — ordem de eventos

  1. 1

    Fase 1 — A acusação

    Os PJs estão no centro da plataforma. Os 7 tronos preenchem-se de manifestações divinas. Eldath fala: declara o ato que perturbou o Tribunal. **Adapte o ato** ao histórico real da campanha. Sugestões se não há ato claro: • 'Vocês mataram a última crença de uma divindade já moribunda' (mataram um clérigo importante de divindade quase esquecida) • 'Vocês deixaram morrer alguém cuja redenção era a única oportunidade da divindade voltar' • 'Vocês quebraram um pacto ancestral em altar esquecido' Korvus complementa com acusação dura — quer punição imediata. Mara apresenta o registro etéreo do ato (todos veem em mente — flashback).

    Leia em voz alta
    Sete formas se acomodam nos tronos sem sentar exatamente. Eldath, no centro, levanta a mão translúcida. — 'Vocês são chamados pelo crime de [adapte]. Esta corte ouvirá. Esta corte decidirá.'

    XP estimado: 0

  2. 2

    Fase 2 — A defesa (combate retórico)

    PJs têm 3 turnos de defesa. Cada turno, cada PJ pode: • Apresentar testemunho (Persuasão, CD varia) • Confessar e pedir redenção (Religião, CD 16) • Atacar a credibilidade do tribunal (Intimidação, CD 20 — perigoso) • Oferecer reparação (proposta concreta — Carisma + criatividade) Mecânica de votos: cada turno bem-sucedido (CD 16+) atrai 1 voto de juiz silencioso. PJs precisam de 4 votos pra inocência, 3 votos pra redenção, 2 ou menos pra culpado. Korvus contra-argumenta cada turno. Mara pode ser convencida (1 voto extra) se PJs mostram remorso pelo ato específico.

    Leia em voz alta
    Eldath aguarda. Seus argumentos têm peso aqui — não pelo som das palavras, mas pelo que vocês carregam ao falar. O que vão dizer? Como vão se posicionar?

    XP estimado: 0

  3. 3

    Fase 3 — O veredito

    **Cenário A — Inocência (4+ votos):** Tribunal desfaz acusação. PJs voltam ao plano material. Eldath dá bênção: 'Lembrem do que custaram a um esquecido. Honrem-no.' Recompensa: cada PJ ganha 1× chamada de divindade (uma vez na vida, podem invocar Eldath para um pedido). **Cenário B — Redenção (3 votos):** Tribunal exige tarefa específica. Exemplos: restaurar santuário esquecido, devolver vida a algo morto pelos PJs, fazer 100 ofertas em altar perdido. Tarefa = arco de 2-3 sessões. Após cumprida, bênção menor. **Cenário C — Culpado (2 ou menos votos):** Combate contra os Septos Divinos. Cada juiz manifesta um avatar.

    Leia em voz alta
    Eldath inclina a cabeça. Os outros tronos vibram com leves toques. Você ouve — tum. tum. tum tum. A contagem ecoa no vazio. Quando para, Eldath levanta o olhar e diz o número.

    XP estimado: 0

  4. 4

    Fase 4 — Combate divino (cenário C)

    Combate climático contra 3 manifestações divinas (não os juízes — avatares menores): **Septos de Combate:** • Avatar de Korvus (CR 16, HP 280, AC 19, ataques múltiplos de lança, dano radiante) • Avatar de Eldath (CR 14, HP 240, AC 17, cura aliados, magia de iluminação) • Avatar de Mara (CR 15, HP 260, AC 18, controle de água, prende inimigos em ondas) Combate na plataforma flutuante. Bordas perigosas (cair = teleporte de volta ao centro, mas perde 1 turno). PJs vencendo: tribunal aceita derrota como prova de valor. Liberta. PJs perdendo: avatares desaparecem antes de mortes, tribunal pronuncia maldição (PJs perdem 1 atributo permanente — RP triste). Decisão durante combate: poupar um avatar pode aliciar piedade do juiz correspondente. RP intenso possível.

    Leia em voz alta
    Korvus desce do trono. Não como gesto — sua forma se separa do trono e cresce. Cresce. Vira algo de pé na sua frente, lança em punho, manto agitado. Eldath e Mara fazem o mesmo. — 'Provem que merecem viver.'

    Criaturas envolvidas

    XP estimado: 25.000

Ideias e variações

Twists e alternativas para reaproveitar este encontro em diferentes mesas.

  • Os PJs nunca cometeram o ato em questão — é confusão entre identidades planares. Defesa = provar a confusão. Encontro vira detetivesco divino.
  • Eldath é avó espiritual de um dos PJs (clérigo no grupo). Plot familiar.
  • O 'ato' é algo que os PJs farão no futuro, ainda não cometido. Tribunal é prevenção. Mensagem profética.
  • Mara é antiga aliada (apareceu em outras sessões como NPC menor). Reconhecimento dela mudaria votação dramatically.
  • Após Tribunal, os PJs ganham capacidade de invocar os 7 deuses esquecidos como aliados em combates futuros (1 vez cada — recurso de campanha tier 4).

Recompensas

  • Bênção divina (cenário A): 1× invocação de Eldath para um pedido vitalício por PJ
  • Tarefa de redenção (cenário B): arco de 2-3 sessões, recompensa final = relíquia divina
  • Equipamento divino (cenário C, se vence): 1× artefato menor de Korvus (lança +3 de dano radiante) OU 1× manto de Eldath (resistência a todo dano 1×/dia)
  • Maldição (cenário C, se perde): -1 permanente em atributo OU 'marca de réu eterno' (deuses maiores desconfiam dos PJs por 1 ano)
  • Conhecimento do panteão esquecido (gancho permanente)
  • Reputação planar: outros tribunais podem chamar os PJs em sessões futuras

Notas do mestre

Encontro climático de campanha — use perto do fim do tier 4 (nível 17+). Adapte o 'ato em questão' ao histórico real da campanha; se não há fato claro, invente algo retroativamente impactante. Tom: solene, peso. Eldath é o coração emocional; Korvus é o conflito; Mara é o pivô. Bom para grupos que apreciam roleplay denso + clímax épico. Se PJs vencem combate, é vitória mas com peso (eles desafiaram divindades). Se perdem, a maldição vira motor narrativo de epílogo.

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