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Origem e história
Anel do Cobrador Distante
Tipo: anel
Raridade: muito-raro
Sintonização: requerida
Peso: negligível
Propriedades
- Ao se sintonizar, o portador designa um cofre, baú ou esconderijo específico (acessível apenas a ele) como "casa do ouro".
- A cada lua nova, o ouro depositado nesse local é duplicado automaticamente até o limite de 10.000 po (acima disso, o efeito não acontece).
- Cada duplicação aumenta o "rastro" do portador em 1 ponto. Quando o rastro atinge 5 pontos, criaturas planares cobradoras (1d4 demônios menores ou diabos contratados) começam a procurar o portador a cada lua nova subsequente.
- Os cobradores vêm na lua nova. Sabem o local da casa do ouro. Sabem o nome do portador. Não são imediatamente hostis — apenas exigem que o portador honre uma "promessa não cumprida" da vida dele.
- Cumprir a promessa apaga 3 pontos de rastro. Continuar a duplicar adiciona pontos.
Como remover (se amaldiçoado)
- Renunciar todo ouro acumulado (queimar, doar publicamente, lançar ao mar) e tirar o anel no mesmo dia.
- Cumprir a promessa apontada pelo cobrador no primeiro encontro.
- Destruir o anel num altar de divindade da caridade — só funciona se o portador tiver feito caridade significativa antes (julga o Mestre).
Notas adicionais
- Não há limite superior em "rastro"; cobradores ficam mais fortes a cada lua que o portador adia.
Como usar este item na sua sessão
Locais para encontrar
Sugestões de onde plantar o item numa campanha.
- Num cofre de um nobre falido — ele largou o anel ali tentando se livrar.
- Como pagamento em mesa de aposta clandestina, oferecido por jogador desesperado.
- Num esconderijo de ladrões; o ladrão sabia o que era e tentou dispensar discretamente.
- Em um relicário trancado em ruínas de um culto demoníaco — o anel é a oferenda original.
Rumores e boatos
Frases que NPCs podem soltar para plantar o item antes da entrega.
- "Toben Avarento? Ouvi falar que ele virou cobrador."
- "Eu não usaria. Mesmo se dobrasse meu ouro. Mesmo se eu estivesse falido."
Ganchos de aventura
Hooks prontos para introduzir o item como motor de uma sessão.
- Um PJ herda o anel sem saber da maldição. Na terceira lua nova após sintonização, o primeiro cobrador chega — educado, profissional, perguntando "qual promessa o senhor gostaria de honrar primeiro?".
- Os PJs são contratados para invadir o cofre de um nobre — descobrem que ele guarda treze anéis dessas, em pilhas, todos cheios. Algo na coleção atrai uma entidade muito maior.
Para quem é bom
PJ comerciante, ladrão veterano, clérigo questionável ou nobre arruinado. Mesa com economia detalhada e tom moralmente ambíguo.
Prós
- Dobra ouro guardado até limite de 10.000 po
- Cobradores planares são oportunidades de cena, não combate puro
- Promessa não cumprida do PJ vira gancho automático
Contras
- Atrai cobradores cada vez mais fortes a cada lua nova
- Rastro cresce sempre — sem teto
- Remoção exige renunciar todo o ouro acumulado
Guia de uso na mesa
Item de ganância pura. Bom para PJ comerciante, ladrão veterano, ou clérigo questionável. Os cobradores são oportunidades narrativas — não enxergue como combate, e sim como cenas de barganha. A promessa do portador (passado real do PJ) vira ferramenta de roleplay.