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Origem e propósito
Identidade
Tendência: neutro (com Forjadores e Mestres derivando para neutro e mau por ganância de contrato)
Estrutura: Guilda artífice de quatro níveis, hierarquia por mestria técnica e tempo de fornalha. A Mestra-Fornalha controla a Grande Fornalha e por extensão toda a cadeia.
Ideologia: Calor é progresso. Brasa é verdade. Escória é o que sobra de quem se distraiu. Aço não pergunta para quem vai.
Métodos: Produção industrial em larga escala, contratos diretos com qualquer comprador solvente, reciclagem de minério raro, pressão econômica sobre fornecedores menores.
Hierarquia
- 1. Mestra-Fornalha — Líder da guilda. Controla pessoalmente a Grande Fornalha. Hoje é a anã Brunda, mão de bronze.
- 2. Forjadores — Mestres-ferreiros plenos. Administram fornalhas menores, vendem armas de assinatura.
- 3. Aprendizes — Artífices em formação. Carregam a cicatriz do Batismo como credencial vitalícia.
- 4. Carvoeiros — Trabalho contínuo de alimentar fornalhas. Nascem, vivem e morrem perto da brasa.
Ritos, magias e operação
Batismo da Fornalha
RitualPara virar Aprendiz reconhecido, o iniciado coloca a mão sobre ferro recém-saído da fornalha, sob supervisão de um Forjador. A cicatriz fica como credencial vitalícia da guilda — quem mostra a marca em qualquer porto recebe trabalho. Quem retira a mão antes do tempo é dispensado sem retorno. Quem aguenta tempo demais perde a função da mão e vira Carvoeiro permanente.
Tempero do Aço Vermelho
OperaçãoReceita secreta de tempera dos aços de assinatura da guilda. Cada Forjador pleno conhece apenas a parte da receita que cabe à sua fornalha — a sequência completa só a Mestra-Fornalha tem. Espiões que tentam reconstruir o tempero falham porque a ordem das etapas muda conforme a temperatura ambiente, e só Brunda sabe a regra de ajuste.
Conselho das Três Brasas
TradiçãoNas três noites mais frias do ano, a Mestra-Fornalha reúne todos os Forjadores ativos em volta de três brasas separadas — uma para contratos militares, uma para contratos civis, uma para contratos discretos. Discutem por toda a noite e definem os contratos da estação seguinte. Aprendizes servem cerveja em silêncio; Carvoeiros não entram na sala.
Reparo
MagiaMagia de 1º nível (truque), assinatura técnica dos artífices da guilda. Usada para consertar peças em campo, ajustar engrenagens defeituosas e restaurar lâminas de cliente importante sem voltar à fornalha. Forjadores experientes conjuram sem componente verbal, fingindo apenas estudar a peça com calma.
Fogo Sagrado
MagiaMagia de 1º nível, evocação. Forjadores artífices conjuram fogo direto da fornalha para forjar fora dela — quando precisam consertar ou produzir longe da Grande. A guilda trata isso como devoção: invocar o fogo da fornalha à distância é prova de vínculo profissional, não milagre divino. Carvoeiros olham com inveja contida.
Membros notáveis
Mestra-Fornalha Brunda
Líder da guilda
Anã, cinquenta e oito anos. Perdeu a mão direita numa explosão de fornalha pequena que matou três Aprendizes. Substituiu por prótese de bronze fundida nas próprias forjas. Usa a mão de bronze para selar contratos importantes — apertar com a mão de bronze é juramento da guilda. Dorme pouco e fala menos. Quando ri, ri sem som.
Forjador Velkir
Especialista em armas de luxo
Humano, quarenta e seis anos. Forja lâminas de aço vermelho para nobreza — uma única encomenda paga pelo ano inteiro da fornalha dele. Tem cinco Aprendizes e nenhum Carvoeiro próprio — diz que carvão é problema da Grande, não dele. Brunda tolera a arrogância porque os contratos de Velkir financiam metade da operação política da guilda.
Aprendiz Niri
Talentosa, jovem
Tem dezessete anos e cicatriz do Batismo recente. Já melhorou três técnicas de tempera que Velkir usa sem creditar. Brunda já notou — não disse nada, mas Niri foi convidada para servir cerveja no último Conselho das Três Brasas, coisa que aprendizes da idade dela raramente fazem. Velkir não percebeu o aviso.
Carvoeiro Mok
Meio-orc mudo, conhece fornalhas pelo som
Meio-orc, idade incerta — entre trinta e cinquenta. Não fala desde a infância e ninguém na guilda sabe se por escolha ou por incapacidade. Conhece cada fornalha da Grande pelo som da queima — sabe quando o ar entra errado, quando o carvão tá molhado, quando alguém abriu uma escotilha que não devia. Brunda o consulta com gestos quando há suspeita de sabotagem.
Objetivos
- Comprar o veio de minério raro controlado pela Irmandade Pedra Rubra antes do próximo inverno.
- Fornecer aço pesado para a Ordem do Ferro Vermelho e para a Bandeira Negra na mesma estação — sem que nenhum dos dois saiba do outro contrato.
- Conter o Inverno Verde antes que o círculo druídico bloqueie as rotas de lenha do norte.
- Identificar e neutralizar o investigador da Tinta Cega que vem fazendo perguntas demais sobre os contratos discretos.
Aliados
- Bandeira Negra — cliente militar pesado, paga adiantado.
- Ordem do Ferro Vermelho — cliente militar oficial, paga em prazo mas em volume grande.
- Mineradores independentes — fornecem minério em troca de proteção contra Irmandade Pedra Rubra.
Rivais
- Irmandade Pedra Rubra — controla veios que a guilda quer comprar, recusa todas as ofertas.
- Inverno Verde — bloqueia rotas de lenha, considera a guilda inimiga direta da floresta de Velevhar.
- Tinta Cega — investiga contratos discretos e já publicou dois libelos em cidades comerciais.
- Pequenos ferreiros independentes — sufocados pela pressão econômica, alguns viraram informantes da Tinta Cega.
Como usar esta facção
Introduza as Mãos da Fornalha primeiro pelo aço — uma lâmina marcada que aparece em mãos do inimigo errado, um contrato discreto que vaza, um carvoeiro morto perto de uma fornalha que não devia estar acesa. A guilda raramente é o vilão principal, mas é o pano de fundo econômico que sustenta vários vilões ao mesmo tempo.
Encontros sugeridos
- O grupo descobre que a lâmina que matou um aliado foi forjada por Velkir — e tem a marca dele no cabo. Confrontar Velkir é entrar em política de guilda.
- Aprendiz Niri procura o grupo discretamente, pedindo proteção para sair da guilda com a receita do tempero do aço vermelho na cabeça.
- Durante uma visita à Grande Fornalha, Carvoeiro Mok pega um dos PJs pelo braço e aponta para uma escotilha aberta — alguém entrou que não devia, e Mok já sabia.
Onde encontrar
- Grande Fornalha (sede da guilda, queima sem apagar há setenta e dois anos).
- Fornalhas regionais sob Forjadores plenos (espalhadas em cidades comerciais).
- Sala das Três Brasas (sala interna onde os contratos da estação são decididos).
Rumores e ganchos
- "Aperto com a mão de bronze é juramento da guilda. Quem quebra o juramento, dizem, sente a mão de bronze de novo, mas não na palma."
- "A Grande Fornalha não apaga há setenta e dois anos. Não sei se é orgulho ou se eles têm medo do que acontece se apagar."
- "Velkir vende para os dois lados da mesma guerra. Brunda sabe. Brunda quer que ele continue."